Olá =D

Este blog é uma obra literária livre, por enquanto. É um conjunto de contos e crônicas que englobam vários personagens e situações.
Literalmente é numa linguagem até que bem poética (alguns dos textos) outros de reflexão, mas a maioria é de pura e dura ação.

Essa obra foi inspirada nos velhos clássicos do cinema: The Godfather, Scarface e outras influências fora do gênero de crime organizado. Até porque, eu querendo ou não, sempre acabo por escrever coisas como praticamente roteiros mesmo.

Espero que a leitura seja agradável e desculpem pelos erros de gramática. Ainda estou tentando corrigir todos. Mas alguns são figuras de linguagem. 

LEIAM  os POSTS DE BAIXO PARA CIMA para seguir a linha de fatos e assim compreender o enredo. Mas se preferirem fazer uma rápida leitura solo. Fiquem à vontade.
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sábado, 16 de maio de 2009

Na Catedral

Um dia qualquer, de um eterno inverno

"Eu sou Vredeniko Bazinovoloska, o pai e avô daqueles que você assasssinou dias atrás. Sou o último da maldita família que vocês decidiram aniquilar, e quero me reunir com vocês na velha Catedral de São Basil aqui em Moscou, nada de emboscadas, quero apenas lhe contar a verdade"

Ali está Tolsink junto de Dimitri e Klaus, com as armas empunhadas caminhando decididamente pela congelante praça e rumo ao local marcado. A Catedral de São Basil, que havia sido lacrada pelo regime comunista. Que proibia qualquer tipo de religião. A religião deles passou a ser a dos homens, a religião do poder, a religião da carne. E por esta mesma religião muitos caíram e todos caírão.

Eles se prostam ante a grande porta do lugar, um chute para desemperrar e já estão os três lá dentro. Todos fortemente armados, com rifles de assalto, e Tolinsk como era de se esperar, levando consigo a arma símbolo de sua campanha de sangue, a Thompsom de seu pai. E caminham com cautela, quase desabando ao olhar para o alto e deslumbrante teto do templo. Dimitri virando os olhos com o interior do prédio e Klaus virando a cabeça procurando qualquer coisa que se mexa além dos pombos e morcegos dali.

De uma vez vários homens se levantam de suas tocaias e abrem fogo contra estavam escondidos nos inúmeros bancos de madeira maçiça do lugar. Estes sujeitos eram no total de uns sete e estavam descendo bala. Dimitri se joga para se proteger entre os bancos, Klaus se vira, acerta um, gira metralhando outro e toma uma rajada de balas no peito. Ele tomba e se arrasta para se proteger enquanto ufava e tossia sobre a cobertura de fogo de seu colega. E Tolinsk, bem, ele sumiu assim que os tais homens surgiram.

Os estranhos, japoneses, empunhando suas escopetas e metralhadoras avançam sobre os dois guardas atirando. Klaus, caído e baleado, chama a atenção de Dimitri, que está ali do lado, agachado sob fogo cruzado. Klaus fala algo para Dimitri, e ele ouviu mesmo pelos estrondos dos tiros que ecoam e ricocheteiam pelo gigantesco salão da catedral. Ele nunca esqueceu o que Klaus disse com lágrimas nos olhos e sangue escorrendo pela boca, prestes à se encontrar com seu fim no vale da morte: "Saia deste mundo... meu amigo". Isso que ele disse antes de tomar um estouro de escopeta.

Dimitri então se levanta dali, abre fogo nas costas miúdas do japonês, que geme a cada bala que destroi sua coluna lançando estilhaços de sua carne pelo ar. Dimitri se vira para o outro japa logo ali. O japa dispara com a espoceta mas nada acerta Dimitri, era muito longe. Então o rapaz se agacha sobre o banco, apoiando o rifle sobre o mesmo. E em seguida a AK em sua mão vomita a destruição e o caos em forma de chumbo, que viaja mais rápido do que os olhos podem ver, mas o que resta desta destruição e ódio. Os olhos sim, podem ver. O que resta de seus amigos destroçados pelas impiedosas armas do homem. Sim, o homem pode ver.

E Dimitri corre como nunca tinha corrido na vida, corre para fora, corre para a luz da saída. Corre para o frescor da primavera russa que iria de chegar em pouco tempo. Corre, simplesmente arranca de suas pernas toda a energia que elas podem oferecer. E ele corre, mas o passado dele não vai permitir isso, a máfia não vai deixá-lo sair dali, não vivo pelo menos. Quando o rapaz chega no portal coberto de madeira da igreja e salta para fora, um japonês ergue uma colt 1911 e dispara de dentro da catedral. Dimitri cai na neve, como um pobre coelho, quando é pego pelo seu caçador.

O japonês e seus dois colegas gargalham alto. Quando o que porta a 9 milímetros sente algo gelado tocando sua bochecha, ele se vira e é um cintilante cano de kalashinikov. Ele olha a kalash, a kalash olha para ele, rola um incrível momento onde o coitado do japonês chamou por sua mãe antes de Tolinsk sair do escuro e dar um berro apertando o gatilho:

"MORRAA SEU DESGRAÇADO FILHO DE UMA VADIA!!"

E Tolinsk descarrega no crânio do cara, destruindo instântaneamente tudo, mas ele não percebeu isso, ele já virava a arma e numa rajada só acertou a cabeça do outro e as costas do terceiro japonês. O terceiro que ainda estava vivo, Tolinsk fez questão de trocar o pente, enfiar o cano do ânus do cara, e dar dois tiros que reviraram os olhos do coitado que logo depois para de xingar e suspira.

Tolinsk suspira depois de sua crize de ódio. Ao lado dele está uma espécie de ícone ou mozaico, ele não parou para ver a beleza de pedras encrustadas que havia ao lado dele na parede. Ele apenas respirou fundo jorrando vapor pela boca à cada vez que fazia isto.

Aparece um senhor idoso ao lado dele, caminhando tímido e insole. Tolinsk olha, e de impulso dá uma rajada nas pernas do cara. Que apenas cai para trás ensaguentado, nem geme de dor. Então Tolinsk diz:

"Quem é você velho?"

"Eu Vredeniko, o último Bazinovoloska"

"A é? Então aproveita que você está aí e me diz a 'verdade' que você queria me dizer!"

O velho tosse e diz:

"É tudo coisa dos japas..."

"O que?"

"Sim, foi tudo coisa da Yakuza...
No início, um franco atirador matou o homem de confiança de seu pai...
Ele não era da KGB, ele era um mercenário contratado pelo japoneses, sob nosso conhecimento, para sabotar os negócios de vocês"

....

O velho continua:

"Mais tarde, os Slovodan e os Karlpeyja formaram um complô para destruí-los, mas isto era caso isolado. Os chefes de suas famílias não estavam à par da interferência estrangeira, eles apenas queriam limpar vocês dali, por que sua família estava literalmente acabando com o mercado local de narcóticos e armas..."

"Mas por que a Yakuza queria tanto nos destruir? E por que você e sua família permitiram uma desgraça desta?"

"Os japoneses já sabiam das ligações de vocês, e temiam perder seus negócios na América do Norte, pois já sabiam que vocês estavam com as chaves das línhas férreas na mão...
...Os Bazinos não fizeram nada, acharam melhor apenas tentar apaziguar ou intimidar as ações inerentes de vocês"

Tolinsk agarra o velho pela gola e diz:

"Afinal! Quem foi o culpado pela morte de meu pai?!!"

O velho tosse de novo e diz:

"Foi você... o seus atentados fizeram os Karlpeyja e os Slovodan que restavam comprar toda a polícia, por medo de vocês os matarem, e isso que fizeram depois que seu pai faleceu."

"Não!"

"E foi também sua culpa a morte de seus irmãos..."

"O que?"
Tolinsk congela definitivamente.

"... Seus irmãos estão mortos neste momento meu caro... um deles, o do meio, estava vindo de carro para cá, os japoneses iriam esperar ele na ponte... não sei se usariam minas ou um lança foguetes, mas de fato ele está morto... a sim, o mais velho, estava no escritório secreto dele, não mais está lá, eu te garanto... os japoneses não perdoam, isso eu te garanto."

Tolinsk está em choque profundo, ele apenas olha para algo além do que pdoe ser visto, sua pele, mais pálida do que já é, se estria de uma vez enquanto parece formar uma lágrima em seus olhos, e ela sofre tanto para se formar que parece ser a primeira, depois de muito tempo. Então ele diz:

"E o Caspian?"

"... o Caspian? Aquele mais novo com nome de personagem literário? Este deve estar enfeitando o fundo de algum lago congelado á esta hora"

"É MENTIRA!!"

Tolinsk quer, mas não consegue levantar a arma para matar mais uma pessoa. Ele quer, mas não consegue. Ele tenta mas não dá. Então ele olha para o velho, que se recosta no mozaico na parede, vê os corpos e o sangue no chão e o velho diz:

"O fogo não pode queimar o passado... meu jovem... nada pode"

Neste momento surgem mais japoneses de trás da parede. Cerca de cinco.
Então Tolinsk caminha para a saída da igreja, ele vê a fina e lisa neve caindo do lado de fora. Ele caminha para fora. Ele chega até o portal, hesita, olha para trás, vê os gansgters da Yakuza correndo em sua direção, ele tem a kalashinikov na mão, é só atirar. Mas ele não atira, ele solta a arma. E se vira de costas para os japoneses, como uma estátua curvada na frente dos portões da igreja. Os japoneses imediatamente carregam suas armas e desferem todo o metal que existe em seus pentes e cargas. Tolinsk voa pelo com a força que um cano serrado à queima roupa dispara. Ele flutua no ar junto à neve esquichando e espalhando sangue por frações de segundo. Quando ele cai , inerte, sob a calçada na entrada da igreja, da catedral. Ele vai morrer ali mesmo, tomando seu último sol, e verdadeiro sol, da primavera russa. Mas não há nenhum corpo ao lado do dele, o jovem coelho que havia morrido ali, saiu. Mas talvez ele nunca tenha morrido. Apenas, blefado.

"E o único calor que eu sentia, era o da minha arma desgraçada."

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Batismo de Aço

17 de Agosto de 1991, Setor Industrial de Vladivostok

 

E ele caminha,

Pelos altos prédios sujos e empoeirados ele vem

E as nuvens de limalha ele cruza

A industria urra, as máquinas gemem e rangem

Os homens suam com o frio

Seus pés se enegrecem com a gangrena dos tempos

Que ainda a piorar

Ou não

 

Caspian chega até a linha do trem, que cruza por dentro da cidade e por dentro dos complexos industriais, que aliás faziam tanto barulho que nem se podia ouvir o trem, não havia cancelas no cruzamento. Mas o rapaz como foi treinado para guerrilha dentro da taiga rente à linha ferroviária, sabia quando um trem vinha ou não. Aquela parte da cidade tem grande trânsito de locomotivas, e logo quando ele chega, já se abaixa e toca as barras de ferro da linha. Para verificar se estavam vibrando. Depois disso ele dá meia volta, enfia as mãos dentro dos bolsos e aguarda o desconhecido.

 

E ali espera tranqüilamente, com os jornais correndo e girando no asfalto.

Com a pesada poeira do ferro e carbono no ar.

Ali espera o sujeito q foi registrado como filho do próprio tio. Decisão de seu pai, visto que queria dar a chance de pelo menos um de seus filhos seguir uma vida normal, sem qualquer vínculo oficial com ele, seus irmãos e suas fichas encharcadas de sangue e furadas pelos estiletes dos nervosos delegados da KGB.

Ali estava,

Sozinho? Quem sabe

Esperando o que? Nem Deus sabe

Mas ele espera. Ele remeche as mãos dentro do capote, ele levanta a gola e respira vapor.

 

Naquele segundo, naquele momento. Ele sente; Atrás dele, logo no final do alto corredor de desembarque, por trás das vigas de madeira. O som de uma AK engatilhando.

Seu coração bate três vezes, antes dele se mexer, antes disso um homem sai de dentro do prédio com o fuzil.

Ele encara o cano, o cano o encara, e o rosto amarelo e contorcido daquele japonês desgraçado nem é de se comentar. Nem que o tal parece ter gritado “Banzai!” antes de abrir fogo. Eram cinco metros, trinta balas, um pente, um japonês e um coração.

E estoura a madeira nesse ponto. O japa, bem vestido com um sobretudo negro e um cachecol combinando abre fogo no peito de Caspian, que dá uns passos para trás e cai do barranco de cargas; Para ele, o segundo entre o escorregão e o impacto na fofa neve duraram horas.

E ele cai; e ele cai.

 

E um estrondo parecido com o do fuzil de assalto soa quase q nulo perto do som das fábricas. Um tiro, um japa com um olho à menos, dois corpos no chão e um metro de esguicho de cérebro atrás do amarelo.

 

Mas o feno não acaba agora, mais quatro japoneses aparecem do outro lado da rua, no melhor estilo “Yakuza”, com direito ao irreverente óculos redondo. E esse povo caminha com violência rumo à Caspian, que não se deu pro vencido, ele se arrasta no sentido da rua, está quase passando por cima dos trilhos. Os japas chegam perto, eis que mais um deles cai por terra em um banho sangue na garganta depois de mais um lindo eco de fuzil, os outros se assustam com isso; Um deles se abaixa atrás de algumas caixas e o outro caminha rumo à vítima que engatinha. Nesse ponto Caspian já está do outro lado dos trilhos, o Japonês para antes de atravessar os trilhos, faz um sorriso maroto bem desgraçado enquanto ergue e engatilha sua arma, os outros dois ficam atrás deles fazendo pose. O outro de tocaia acha que eles são loucos, afinal, tem um atirador escondido derrubando todos eles. Mas ele não importam, parecem ter tanto orgasmo em encarar o coitado que engatinha para não morrer que não percebem o trem em alta velocidade descendo os trilhos. Até por que tava barulhento demais ali para ouvir. Os gangsters do sol nascente caminham para cima do tilho querendo dar um belo tiro na testa pra botar no currículo. Quando os três estão em cima da linha, um deles segura o peito de Caspian e o ergue, aí que a feroz locomotiva passa com violência e cepa tudo que está na frente. Em frações de segundo Caspian cai no chão ao lado do trem que passa com um antebraço japonês preso à gola de seu colete à prova de balas. 

Foi tocante, foi feio, foi...  desolador. O Resultado da Guerra; Um braço japonês; Três homens batizados pelo Aço. Levados, limpos, purificados; atropelados. E mais númerologia das coisas.

Mas o trem levou.

 O outro que esperava do outro lado, gela com a visão de ver 3 homens sendo arrebatados daquele jeito. Quando ele se vira, Klaus o agarra e o degola com amor.

Depois disso Slovan aparece, pergunta algo sobre onde foi mesmo que o Dimitri se escondeu com a SVD (rifle de precisão) e reclamava da sujeira que ele fez. Ele se abaixa, pega o óculos de um dos amarelos e reclama denovo que tinha avisado pra ele não acertar perto dos olhos por que ele queria mais de um daqueles óculos estilosos. Enquanto Klaus corria para socorrer Caspian que mesmo protegido sofreu com o impacto destruidor da Kalashnnikov.

Foi o que ele disse. 

"E a Yakuza apodrece!"

Mas o que aconteceu ali, uma contra emboscada, certamente vai custar caro. Assim está escrito; com sangue.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Chamas

27 de Dezembro de 1989, Cemitério Novodevichi, Moscou

 

Era um dia qualquer, nevando levemente com uma brisa ártica, era uma hora qualquer, isso para todos. Mas para a família Dragunov, aquilo era um dia marcado na eternidade. 

Aquilo, era o sepultamento de “Don” Dragunov, como diziam os italianos. Estava ali, os quatro irmãos, Ulano, Tolinsk, Slovan e Caspian. Nomes que seu pai colocou em honra à alguns velhos e honrados amigos e personagens literários. Mas aquilo não era literatura, não era a poesia que seu pai tanto amava, não era o bom jazz yankee, não era os acordes de Chopin, não era mais um dia de lição com seu velho pai. Era um adeus banhado pela amada brisa das montanhas geladas onde seu pai viveu parte de sua vida, antes de vir para a cidade e iniciar os negócios e seu legado. E Tolinsk, não ia permitir o fim disso. 

Não havia muitos presentes, alguns familiares, alguns amigos, parte do corpo de “tenentes” e “soldados” da organização. E logo quando Caspian coloca a velha e boa Thompson (metralhadora americana) de seu pai sobre o caixão. Surge um comboio de carros chegando na ruela dentro do cemitério. Dali sai “Don” Karpeyja e família para prestar seus pêsames.

Quando todos aqueles homens, saíram do carro, Tolinsk olha friamente para Dimitri, que faz um sinal para ele. E aqueles desgraçados dos Karpeyja se aproximavam em um nojento luto falso. Isso latejava na mente dos Dragunov como fogo. “Como podiam aqueles malditos ter a coragem de vi àquele enterro?”.Era costume isso dentro da máfia na Itália e na América...

 

“Bom dia” – diz gentilmente o culpado pelo enterro

 

Mas aqui é a RUSSIA

Tolinsk pega a arma de seu pai em cima do caixão, que aliás, estava carregada. E despeja fogo e metal à queima roupa no Karpeyja Pai, em frações de segundo as costas do sujeito estavam destruídas pela saída das balas no corpo. Ninguém esperava isso, pelo menos por parte dos arrogantes Karpeyja. E enquanto jorrava sangue sobre seus olhos, os capangas que vieram junto do comboio vão puxar suas armas, antes de disso Slovan puxa duas pistolas calibre cinqüenta e estoura o peito de um e a cabeça de outro. Klaus se joga no chão e pega uma AK enterrada na neve. Ele se ajoelha e abre fogo contra os capangas adjacentes e o resto dos Drgunov estavam armados. Alguns tentaram correr e se esconder nas arvores e nas criptas, mas antes de conseguirem algo tomaram chumbo nos pés para depois serem executados. Ainda sobraram os dois filhos covardes dos Karpeyja. Eles se enfiaram no carro pai que estava à poucos metros da cova e mal conseguiam ligar o carro de medo. Tolinsk levanta sua Thompson e dá um rajada dentro do carro e diz:

 

“Blindado é?!”

 

Slovan dá três tiros na vidraça para arrancá-la. A munição pesada de suas .50 era páreo para essas blindagens. E então ele diz:

 

“Faça as honras irmão!”

 

Tolinsk ainda consegue trocar o redondo pente da metralhadora enquanto os dois desolados choram de medo dentro do carro. Muito diferente do que faziam, enquanto estavam protegidos pelo pai. Estufavam o peito e exibiam suas armas e belas mulheres;

 

Tolinsk chega perto do carro e descarrega bala com tesão com a arma dentro do carro. As balas faziam uma lambança dentro daquele luxuoso carro enquanto os coitados se retorciam e gemiam dentro dele. Os estilhaços de vidro zarpam no ar, cintilam e giram como gelo.O estofamento, o couro, o painel e até a neve atrás do carro estavam vermelhos. Um deles tentou sair pela porta do outro lado, mas cambaleou e se arrastou o quanto pode enquanto tomando balas no corpo todo, por fim ele cai á dois metros do carro e o sangue de todos estava derramado e escorrendo frente ao túmulo de seu pai. Tolinsk volta para junto de seus irmãos, quando passa pelo corpo do Karpeyja pai ainda dá alguns tiros nele. Ele ergue sua arma com o cano “fumando” e pergunta à Dimitri que havia colocado um toca discos rodando ali perto:


 “Que diabo de música é essa que você colocou aí Dimitri?”

Ele responde:

“Isso faz muito sucesso na América, chamam de ‘Heavy Metal’ senhor”

“Você tem que arrumar mais alguns desses!”


 Depois disso os carros são incendiados junto dos corpos. Um dos capangas dos Dragunov foi morto. Mas isso não desviava a atenção de Tolinsk às chamas. E estava feito o tributo à Boris Dragunov. E as chamas ardiam, ainda.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Um Toque Sutil

29 de Dezembro de 1989, Bar do Vladmir, Moscou

“Me dá mais uma dose aí Vlad!” Era o que dizia Dimitri enquanto se entupia de Vodka numa noitada no velho bar de sempre. Klaus ao lado dele não estava para festas, apenas bebia sua cerveja pausadamente enquanto via Dimitri bêbado cantando a garçonete. Dimitri pergunta novamente por que ele está tão desanimado e melancólico, ele respondia que estava doente, sempre. Ele têm ficado desse jeito ultimamente, principalmente depois do episódio do cemitério. Dimitri também ficou pensativo, mas ele é muito mais cabeça fresca que seu amigo. Que estava ali, dentro daquela sala abafada, bebendo cerveja barata, degustando carne seca duvidosa e de mal com a vida. E fica pensando: “Esse Dimitri não se preocupa com nada?” talvez sim, talvez não. Talvez se preocupe tanto que procura encher a cara para esquecer o que não pode ser esquecido. Klaus, em seus devaneios melancólicos relembra a cena das tripas e fatias humanas sendo arremessadas ao vento, o sangue, os corpos, ele ainda pode se lembrar nitidamente do rosto destruído de uma criança voando e com o olhar fixo nele, como se o acusasse horrendamente, ele se lembra daquele olhar frio, daqueles olhos azuis profundos e ensangüentados que quase parecem piscar.

Mas seus sonhos malditos são interrompidos pela sineta acima da porta do boteco, quando Klaus se vira um pouco para olhar quem havia chegado ele vê apenas a coronha de um revolver em seu rosto. Ele toma uma súbita pancada na cabeça. Quando acorda, desorientado, com a vista turva, está amarrado sentado em cima de uma cadeira, ainda dentro do bar, com as persianas fechadas, as luzes quase todas desligadas e com todos caídos no chão ,talvez mortos. Dentre os vários homens ali dentro, um lhe dirige a palavra:
“Olá senhor... Klaus”
“Que diabos são vocês?”
“Opa, opa, relaxe rapaz, vamos nos apresentar... eu me chamo Ian Bazinolovoska”
“Bazinolovoska! O chefões de moscou!”
“Sim”
“O que fizeram com o Dimitri, o que querem comigo?”
“Cala a boca aí camarada, seu amigo está vivo, não foi difícil derrubar-lo, agora ele está inconsciente, todos estão, mas se vão morrer ou não, isso depende de vocês”
“O que querem?”
Ian se senta agora, na cadeira frente à Klaus e fala:
“Bem, eu venho aqui representando a alta cúpula dos Bazinolovoska, as atividades dos Dragunov e principalmente as suas façanhas estão incomodando eles”
“Que? Mais é o meu trabalho!”
“Sabe Klaus, vou te dizer, sou bem novo como você, mas já tenho uma boa experiência nesse ramo, e te digo, não existe trabalho mais desgraçado e maldito que esse... então, você é bom, eu admito, vocês soldados dos Dragunov são todos uns grandes achados, mas eu pergunto à você, por que está nessa área?”
“Eu vivia em Petrogrado, minha família estava devendo pesado para um agiota perverso da cidade, daí Ulano apareceu e disse que iria acabar com esses problemas, salvas minha toda família e quitar as dívidas e qualquer ato vingativo contra ela se eu jurasse fidelidade à família Dragunov e trabalhasse para eles”
“Hum, louvável, mas você sabe que o custo é alto, você sabe qual o preço de sujar suas mãos e sabe que vai cada vez piorar”
“O que vocês querem com tudo isso?” – diz atordoado Klaus –
“Queremos acabar com o derramamento de sangue – Ian toma seu revolver e o aponta para a cabeça de Dimitri ali do lado desmaiado – e sabemos que você é a chave do poder letal dessa família, você e seu camarada aqui... então, estamos combinados?
“S-sim”
“Sei que não pode fazer nada contra a palavra dos irmãos Dragunov, mas tente não animar-los em qualquer plano sanguinário que possam ter... a, e à propósito, nunca tivemos essa conversa, combinado?”
“M-mas e os outros?”
“Providenciamos para que não se lembrem de nada antes das sete horas de hoje, e seu amigo bêbado nem precisamos aplicar nada... adeus Klaus, e saiba, não tente nenhuma gracinha, ou não será uma coronhada que verá na próxima vez”

Aquele esquadrão de gangsteres saem do local, entram todos num carro sem placa e desaparecem dali deixando apenas uma faca nas mãos amarradas para trás de Klaus, pessoas desacordadas no chão e uma fria brisa entrando pela porta aberta.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Onde a Vida Acaba

24 de Dezembro de 1989

“Devido à grande onda de assassinatos e atentados à vida pública dentro de nosso amado país por inescrupulosos arruaceiros e marginais em nossa capital. O Governo soviético decidiu liberar totalmente a conduta do ministro chefe da KGB da forma que for necessária para eliminar o crime organizado de Moscou”

Isso era o que declarava um orador numa sala de reunião do tráfico em algum prédio comercial em Moscou. Era uma loja, e em seu segundo e último andar abrigava as cabeças restantes da família Slovodan, e ali, sim, ali o fogo ardia nas entranhas do filho e sucessor do império decadente do falecido à bala chefe da família, deixando seu filho, berrando para um monte de mafiosos velhos e cansados numa mercearia qualquer em Moscou. Logo depois ele sai dali e entra num carro para o enterro de seu pai. Quando o carro dele sai dali e vira a esquina dois homens peculiares se aproximam da vitrine da loja. Eles estão bem empacotados, talvez pelo frio de -15°, eles parecem observar o lado de dentro, mas um deles parece mais estar de olho no reflexo do policial do outro lado da rua do que nos enlatados de segunda nas estantes do mercado. Quando o tal policial sai dali dobrando a rua e fora de vista um dos sujeitos tira algo do capote, com o outro na frente obstruindo a visão não se sabe o que ele faz com seja lá o que tirou do capote, apenas se ouve um pequeno ruído agudo depois que eles abrem a porta da loja e um deles falando baixo: “Vai logo com isso Dimitri!”.Os dois entram no estabelecimento com cautela, andam à passos leves nem percebendo o corpo e um poça de sangue oriunda de um belo furo na cabeça do mesmo. E eles caminham devagar pelo rangente assoalho brandindo uma bela pistola com silenciador tentando ouvir o falatório dos gangsteres no andar acima. “Vai logo aí que eu te cubro!” – um deles cochicha sacando a sua silenciada do capote igualmente e se virando para a porta – o outro cuidadosamente sobe a escada, de frente para a porta no segundo andar para entrar na sala onde estão os membros dos Slovodan ele deixa um pacote com cuidado, bem no chão. Depois disso cuidadosamente desce a escada para não ser percebido. O outro o espera, depois de reunidos no andar térreo, caminham naturalmente pela rua: “Quanto você marcou?” – um pergunta para o outro baixo também – “Dois minutos” – o outro responde meio preocupado – “Droga Dimitri!” – ele diz isso ironicamente já correndo seguido rapidamente pelo outro. Eles correm para um carro à cinqüenta metros dali e seguem na contra mão com pressa cantando os pneus.
Dentro da loja , os homens discutem: “Estamos literalmente quebrados! Não tem escapatória, e digo para que por nossa honra matemos de uma vez esses Dragunovs seja lá onde estejam antes que nos mate...” O prédio inteiro explode subitamente.

Meia Hora depois...

No cemitério, um aglomerado de pessoas vestidas de preto e com o espírito à caráter velam o corpo de Danilov Slovodan, o patriarca e chefe da organização e família Slovodan. Morto num atentado à sua vida que resultou em um trágico ‘acidente’ no aeroporto. Seus filhos, sua família, seus amigos, inimigos e companhia estavam ali. Uma grande camada de negro em contraste com a paisagem cinza da grama congelada mista com neve. Todos juntos, tentando se aquecer naquele frio terrível de inverno siberiano. Mas, entre os negros troncos dos pinheiros, do cinza obscurecido pela morte das lápides por todos os lados e o céu da tarde com uma forte luz opaca pelas nuvens pesadas pairando no ar, havia ali, aqueles dois homens de capote castanho rodeando o enterro escondidos pelas arvores e arbustos, se esgueiram esperando a hora certa de agir. Um deles coloca o cano de uma SVD para fora do arbusto cuidadosamente, deitado ali, o outro armado com um fuzil troca de posição e se deita ali perto atrás de um mausoléu. Eles fazem sinais um para o outro, e então o de rifle de precisão inicia o ‘conserto’, ele dispara um tiro certeiro na cabeça do primogênito dos Slovodan, depois rapidamente joga uma granada dentro da roda do enterro. Acontece um alvoroço terrível entre os presentes ali, mas nem perceberam a granada , das potentes, jogada entre eles, o problema dela é que ela leva mais tempo q o normal para detonar. Nessa fração de segundos os seguranças da família correm para o lado que veio o disparo, e aí que o outro, Klaus, entra em ação, ele agachado entre os túmulos pega os guardas pelas costas e depois atira em quem tenta escapar dali, nesse milésimo a granada detona criando uma cena de horror supremo de pessoas sendo destroçadas literalmente e espalhadas para todos os lados juntamente dos ferrões oriundos do explosivo à base de C4 e semelhante à um claymore. Klaus continua à atirar entre os restantes agonizantes e incapacitados pela explosão. Klaus se deita e troca o pente, Dimitri com a SVD checa o lugar para se assegurar que ninguém saia vivo dali. Alguns se arrastam entre os túmulos, mas encontram o outro mundo com um disparo rápido de Dimitri em cada um. Resta apenas um guarda que se acovardou e treme enquanto tenta colocar o pente na pistola, ele se levanta de trás da lápide tremendo e hesitante mas é encontra 10 subindo de sua barriga até sua testa da AK de Klaus.
Com tudo acabado, os dois abaixam as armas, olham o produto de sua façanha, o sangue, os mortos, crianças e mulheres ali. Tudo ali, e eles ali.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Ataque a Leste

20 de Dezembro de 1989

O natal se aproxima, se existisse natal na Rússia, as ruas estariam cheias de pessoas saltitando felizes e sorridentes, crianças importunando seus pais para consumirem e consumirem desenfreadamente por puro capricho humano e no ‘fétido’ mundo capitalista. Mas estamos em pleno comunismo e o que está na rua numa hora dessas da noite depois do toque e recolher são apenas os jornais pulando pela rua levados pela pesada brisa da madrugada. E o tempo passa lento para uns homens de tocaia na frente do QG Dragunov no leste de Moscou. Aqueles homens tremem, não se sabe do que, será que do insuportável de -20° centígrados, da neve nos seus sapatos ou pelo fato de todo e qualquer líquido no corpo deles parecer estar à ponto de entrar em estado físico? Pouco importa, um deles sai de dentro do prédio com algumas canecas de café quente, aquilo era para tentar dar maior ânimo para aqueles sujeitos que guardavam a entrada do QG, que é bastante simples, um portão de ferro guarda a garagem do lugar , que naquele momento não demonstra estar sendo usada. Ao lado da garagem tem o prédio que tem dois andares, ali tem alguns quartos onde normalmente os ases dos Dragunov passam a noite, enquanto os soldados plantados do Aldo de fora garantiam a segurança agora saíram mais um bocado, era aproximadamente um dúzia ali fora, fizeram um roda, deixaram seus fuzis sossegados na bandoleira e começaram a conversar e fumar.
Já jazia um sentimento de alívio por parte dos coitados do lado de fora do prédio quando um som de pneus e motores ecoavam pela calada da noite. Antes que percebessem os faróis desligados de dois carros em alta velocidade se aproximando dali os dois automóveis derrapam e param de lado e instantaneamente saem tiros dali de dentro, usam AKs, RPKs* e submetralhadoras de ação rápida que vão destroçando aqueles homens que nem sequer conseguiram atirar. A maioria de costas ou distraída, os outros dois que estavam de olho na rua demoraram para perceber o perigo e quando decidiram atirar eles não sentiam mais o braço ou nem tinham mais braço devido á destruição que estava acontecendo ali. O projéteis lendários e temidos da Kalashnikova decepavam e rasgavam aqueles homens como um açougueiro poda a carne. Nem todos estavam recostados no muro, mas muitos foram arremessados contra ele e ali fuzilados brutalmente, as balas entravam e varavam as roupas e corpos transformando tudo aquilo num emaranhado de pedaços de carne de segunda ensangüentada, moída como tal e furada como peneira jogada aos cães em pleno início de madrugada. Rapidamente dois deles saem do carro, um deles chega na frente da porta de madeira do prédio e a metralha de fora à fora, depois dá um tiro na fechadura e recua um pouco. O outro já chega descendo a pisa na porta partindo ela ao meio, eles atiram nos caras dentro do prédio e jogam uma bomba lá dentro, correm e rapidamente entram no carro que canta os pneus novamente para sair dali logo, pela explosão e pela polícia que iria dar as caras ali em poucos minutos. Então, acontece a grande explosão destruindo todo aquele prédio espalhando papéis, madeira, entulho e seres vivos à brisa fria da Rússia enquanto os corpos e o muro destruído esfriam.

*RPK : Variação da Ak-47 com cano mais longo e bipé para fogo de apoio (Metralhadora leve)

domingo, 7 de setembro de 2008

Destruindo Vidas

Stalingrado, 12 de Dezembro de 1989

Numa casa familiar em Stalingrado, á noite, as paredes gemem, um homem sai de dentro da casa para fumar, observar do lado de fora sem nenhum pudor de esconder a AK na mão meio para dentro do capote, ele olha para a casa escutando os gemidos e gritos do lado de dentro da casa, ele olha para dentro e grita:
“Klaus! Vai logo! Larga essa putinha ae e vamos embora!”
Dentro da casa Klaus está sem camisa com uma mulher no colo contra a parede em pleno ato, na frente da porta mesmo, aquela menina de cabelos negros e pele clara toda despida dependurada em Klaus em pé o lambia e beijava com violência, mau pode responder para Dimitri pois não tirava a boca do seios da moça. Dimitri olhando aquilo na porta nem reclamou mais, tirou o cigarro da boca e disse: “Rapaz... essa mulher é quente mesmo!” naquele momento Klaus já estava levantado ela e com o rosto enfiado entre as pernas da mulher que gemia alto de prazer. Dimitri faz mais um comentário: “Cara, isso dava um filme pornô dos bons, hahahaha”. Colocou o charuto de novo na boca e voltou á olhar para os dois lados da rua enquanto o colega catava a mulher. Depois de uns dez minutos Klaus entrou no carro onde Dimitri o esperava com o motor ligado: “Cara, isso foi um estupro?” – dizia Dimitri –
“Rapaz, essa menina filha do tal Ivan aí é mais atirada que muita prostituta por aí” – responde Klaus todo animado –
“Que desgraça, tive que pegar a outra que deu um puta trabalho pra comer” – Dimitri reclama enquanto eles saem com o carro – mas Klaus responde logo:
“Não vem reclamar, agente sorteou quem ia ficar com quem e eu dei sorte de ficar com a putinha”
Dimitri ri um pouco e
“Tá, ainda bem que o chefe deixou que agente não pegasse a mãe delas na outra casa”
“Sim, mas no caso dela era pra estuprar e matar, as filhas apenas estuprar, mas também, seria um maior desperdício matar uma guria tão boa de cama”
“Concordo, a minha deu trabalho mas foi bom, ainda bem que tivemos a idéia de usar a AK no lugar da gente na vez da mãe do Ivan”
Os dois riam enquanto Dimitri acelerava pela cidade escura e nem tão fria naquele dia. Sem neve e 2° centígrados. Eles chegam no local marcado, um armazém nos limites da cidade depois de 40 minutos de viagem. Quando eles entram ao encontro do chefe percebem que ao fundo estão interrogando dois homens. Cumprimentam o chefe e perguntam o que está acontecendo. “A aquilo? Aqueles dois são traidores, eles vazaram informações do local do nosso QG aqui na cidade para a polícia”, depois de dito, eles tem ordens de estacionar os carros dentro do armazém para fecharem a porta do mesmo, pois cedo ou tarde a lei pisaria ali perto.
Quando eles terminam tem ordens de esperar sentados ou observar o interrogatório.
Os dois traidores estavam com as roupas todas em trapos e cheios de hematomas, mas eles sabiam que estavam apenas aquecendo com eles, a coisa ia piorar bastante.
O interrogador perguntava constantemente sobre as informações ditas aos agentes do governo, mas os dois negavam pois sabiam que iriam morrer falando ou não e que se resistissem até a chegada da polícia poderiam até sobreviver, mas os interrogadores estavam determinados á arrancar a informação á qualquer custo, quebrando qualquer osso menos a mandíbula.
Os homens se recusavam á falar, então o chefe do interrogatório ordena que martelem pregos dentro debaixo das unhas na mão deles. Amarraram as mãos deles nos braços das cadeiras e começaram, á cada martelada eles gritavam cada vez mais de agonia, parecia horrível, o sangue inchando cada dedo e escorrendo de forma violenta. Eles continuaram á recusar á falar, então o interrogador pegou uma faca e arrancou fora o músculo do peito de um deles, quando a carne viva era lançada ao ar rasgando a pele de uma vez o cara não agüentou e desmaiou, no outro eles pegaram um maçarico e começaram á torrar o braço dele. Ele gritava e gritava até que nem gritava mais, talvez pela perda da voz ou pela dor grande. Ambos continuaram á negar qualquer coisa, juravam que sabiam de nada. Então o chefe mandou pegassem os punhais e enchessem os traidores de cortes e que jogassem gasolina neles. Não poderia haver cena pior, eles berravam como porcos e mesmo depois de banhados de combustível eles negavam qualquer ligação com a polícia. Antes de mais tortura para os moribundos a sirene da polícia soa na frente do armazém, todos os gangsters no recinto ficam alvoroçados, mas o chefe toma decisões rápidas:
“Yuri! Jogue um cigarro nesses dois malditos banhados na gasolina! Dimitri pega a SVD no porta mala do carro e sobe ali no segundo andar e acabe com eles pela janela ao meu sinal! Klaus e Velthav peguem essa ponto cinqüenta e posicionem em frente ao portão atrás dessas caixas e o resto se esconda a se preparem para atirar!!”
Como feito todos obedecem rapidamente, Klaus e Vethav pegam uma metralhadora calibre 50 para esperar os tiras quando eles arrombarem a porta, Dimitri pegou a SVD e subiu até a janela, dali estava vendo todo o movimento. Alguns minutos e já arrombaram o portão do lugar, estava escuro, o que iluminava dentro do armazém eram as tochas humanas no fundo do galpão que deixavam o cheiro de carne queimada ali dentro insuportável, os policiais foram entrando gritando para todos se renderem mesmo sem iluminação nenhuma, quando uma dezena deles estava no portão o chefe deu o primeiro tiro de sinal, nesse momento a metralhadora começou á disparar nos malditos, igualmente Dimitri disparando contra os oficiais do lado de fora ainda dentro dos carros. De repente de todo o armazém saiam tiros guiados pela pouca luz que havia na porta do galpão em cima dos homens da lei. Todos sendo retalhados e rechaçados pelas ondas e rajadas de fuzil e a metralhadora .50 que deixava buracos do tamanho de maçãs no corpo inteiro dos coitados, a mesma metralhadora dava rajadas do lado de fora acertando também quem estivesse do lado de fora, os policiais que haviam entrado primeiro eram agora como bonecos vermelhos e totalmente perfurados pela impiedosa Dragunov, eles podiam sentir o cobre,o chumbo e todo tipo de metal dos projéteis infinitos voando pelo ar se estilhaçando e perfurando seus corpos, ensangüentados eles tobam e caiem por terra vomitando retalhos de seus órgãos internos. O Chefe deu ordem para a galera toda ir saindo e atirando no resto dos policiais, os do lado de fora que já não estavam entendendo quase nada dão de cara com vários bandidos saindo de dentro do galpão atirando com tudo, a policia ainda se escondia atrás dos carros que faziam uma espécie de muro de segurança, mas não foi problema, um dos bandidos jogou uma granada ali que detonou metade dos carros e quem estivesse dentro, criando um grande espetáculo flamejante. Ao lado daquilo um dos policiais se arrastava por entre os mortos, O Chefe, caminhando na luz do velho poste ali, onde pode se ver seu rosto ,Ulano, se aproxima, coloca o pé em cima dele e pergunta qual ou quais eram os informantes da informação, “Ughhht não vou dizer...” Ulano então põe a pistola na nuca dele e pergunta de novo, ele responde: “Foi o Nicolai de Moscou...” depois disso ele para, dá um tiro de clemência na cabeça do agonizante e percebe. Ele havia matado dois caras inocentes, mas depois pensa: “Dois á mais não farão diferença” e retorna ao armazém enquanto pisa no chão totalmente forrado de sangue e retalhos humanos enquanto seus homens executam e roubam os agonizantes.

sábado, 6 de setembro de 2008

Café da Manhã

11 de Dezembro de 1989, proximidades de Volgogrado.

O maldito inverno arrancava a pele de todo e qualquer desgraçado que ousava sair aos ventos congelantes do inverno russo, nenhum ser vivo poderia andar com todo aquele frio. Mas Tolinsk estava lá, dentro de um caminhão indo para o meio do nada bem cedo perto de uma estação da malha ferroviária. O aquecedor do caminhão estava quase quebrando, mas isso não foi problema para eles. Aquilo era um comboio de 4 caminhões se aproximando da estação por entre a tempestade. Ao seu lado estavam os rapazes empregados no “negócio” da família, que escondiam pro debaixo dos chapéus e dos capotes um desejo insano de estar em outro lugar naquela segunda-feira de manhã. Enquanto aqueles caras tremiam Tolinsk se preocupava em apenas acender o cigarro, não passam nem dois minutos com os rapazes tentando se aquecer com os baldes de água quente dentro dos caminhões e eles haviam chegado, e tinham que sair com o tempo muito ruim. Tolinsk sai primeiro, segura o cigarro, sopra a fumaça e olha para sua esquerda fazendo algum tipo de sinal, apressa os outros e caminham na neve até um amontoado de caixas e pacotes ao lado dos trilhos onde havia já um trem á partir. A locomotiva, com a caldeira já funcionando tinha vários homens, talvez operários, por perto para se aquecer no ferro quente.Tolinsk se dirige para um senhor ao lado das caixas em frente aos vagões junto de mais uns gangsteres. “Como vai Ivan!” – Já fala Tolinsk – “O carregamento está pronto?”
O senhor careca igualmente empacotado e fumando um charuto responde:
“Temos um imprevisto...”
“O que?”
“Sim, nada de negócios mais com vocês... agora fornecemos o material para os Chineses”
“O que você está dizendo? Está acabando com nossos negócios?”
“Sim... desculpe Tolinsk, a Tríade paga mais por estas armas, é só negócio Tolinsk”
“Mas nós já pagamos estas armas seu canalha!”
“Vamos devolver o dinheiro assim que os negócios estiverem totalmente desfeitos”
“E pra onde vai toda essa carga aqui?”
“Vai ser embarcada agora mesmo para a China”
Tolinsk para, leva a mão á testa, respira por alguns segundos, injuriado e nervoso ele responde:
“Tem certeza de que quer fazer isso Ivan?”
“Sim, estamos negociando com os Chineses...”
“Então enfie os Chineses no teu cú! Maldito bastardo!”
“Relaxa Tolinsk, nada pessoal, vocês estão só começando nesse negócio, logo vão poder competir!”
"É? Eu vou mostrar quem é que é novato nesse negócio!"
Nesse momento saem quatro capangas de Tolinsk de cima do vagão atrás de Ivan que está cheio de caixas, um deles pega uma faca e agarra por trás o guarda da esquerda e rasga sua garganta gentilmente, o outro pega um revolver curto e dá um tiro na coluna do guarda da direita, o que segura a faca limpa o sangue com um lenço no bolso, guarda a faca e pega uma Galil. Os operários á alguns metros dali correm assustados, enquanto o outro tem o revolver apontado para a cabeça de Ivan ele carrega a Galil e fuzila os operários e ainda mais dois guardas que correm para ver o que acontece, ele recarrega o pente e aponta o cano quente para Ivan também.
“Que isso Tolinsk!! O que está fazendo?”
Um dos capangas lança uma espingarda para Tolinsk, ele pega a calibre doze e dá um tiro na perna de Ivan. A mesma é dilacerada e arrancada fora violentamente jorrando sangue na neve branca. Enquanto o moribundo grita de dor e desespero Tolinsk diz:
“O mesmo que você, mudando de idéia... sabe, tem uns caras lá da KGB que iam adorar ter a sua cabeça numa mesa... Hahahaha um dos maiores contrabandistas de armas desse lado do país... eu não ia fazer isso Ivan, pois tínhamos negócios, mas você pediu isso... até o couro da sua cabeça vale mais que o meu sapato”
Tolinsk recarrega e dá um tiro na outra perna do maldito. O cara berra de dor e pede por perdão.
“Isso foi por me fazer vir até esse inferno pra me dizer que não vai me vender as armas!”
“Ahhhhhh, era brincadeira Tolinskeehahaiiiiiiii!!”
“Bem acho que agora você vai precisar de cadeira de rodas”
Ivan desmaia de dor, enquanto isso Tolinsk ordena um de seus homens que assuma a Locomotiva, dois de seus capangas carregam Ivan até a linha e deixam seu pescoço em cima dos trilhos debaixo dos vagões e suas rodas. Eles acordam o homem e ele continua á gritar.
“Não faça isso Tolinsk!!! Somos amigos!!!”
“Amizade vale nem merda nesse ramo coleguinha”
“Nãoo! Nãooo! Eu tenho família!
“Eu também, e você a desapontou muito”
“Não por favor!!”
“Hans! Ligue a locomotiva!!”
“Nãooo!!” - grita violentamente o homem desesperado -
“Fica tranqüilo com sua família querido, vou pessoalmente mandar alguém para Stalingrado estuprar sua mãe e suas filhas” - diz isso agachado ao lado de Ivan dando uns tapinhas no rosto dele -
O homem chora gritando por clemência, a locomotiva começa á andar, e as rodas dos vagões se aproximam do pescoço do pobre Ivan que tenta se mexer mas suas pernas foram arrancadas e a dor é grande. Quando as rodas estão á centímetros da cabeça de Ivan, Tolinsk diz:
“Os Dragunov mandam lembranças”
"Você é só mais um maldito matador sem alma! Vou ver-lo nos infernos seu desgraçado!"
Tolinsk explode e coloca o pé sobre o pescoço de Ivan mesmo com a roda do trem chegando e falando com tamanho ódio que brotou do vento:
"Não me fale de alma seu maldito filho de judeu! Quero ver o que o seu deus vai fazer comigo!"
O pobre homem caído e entregue à morte horrenda com a boca borbulhando sangue olha para dentro dos olhos daquele Dragunov e diz baixo:
"Não será Deus que vai te despachar"
E o pesado trem toma a liberdade de decapitar o traidor da família pouco depois de Tolinsk tirar o pé de cima de sua garganta. O vagão perfura e dilacera lentamente o corpo do homem, cortando parte do ombro direito e o pescoço dele de fora á fora. Ele poderia sentir o sangue esvaindo de seu corpo e ele esfriando dolorosamente caído no gelo da Sibéria, mas não vai sentir, não mais.
Depois disso feito Tolinsk ainda grita para seus homens:
“Vamos lá, tragam os caminhões! Carreguem com tudo isso! Matem qualquer filho da puta que estiver de bobeira por aqui, depois explodam o trem”
Ali, além do chefe de os homens tratando de carregar os caminhões, ali está um dos homens do Tolinsk, mais parece um conselheiro da família, ele anota alguma coisa no papel dês de que chegaram ali. Mas olhando para o corpo, para, rasga a folha do bloco e a joga no chão. A mesma cai ao lado do corpo sendo encharcada pelo sangue. Vitali, o homem diz: “Arquivo Morto”
Mas Tolinsk percebe que aquele arquivo morto, seria apenas mais um de uma grande galeria a atormentar suas noites de sono e sua conciencia.